sábado, junho 02, 2007

monotemática

*
chove, e se você freqüenta esse blog, sabe o que isso quer dizer.
*
Segue o passar lento dos dias
*
Tem quem saia por aí vivendo como se não houvesse amanhã.
*
Reforça a certeza de ser verdadeiro com os seus sentimentos, de viver a vida da melhor maneira possível.
*
O (d)efeito que têm na minha cabeça é a péssima mania de querer chacoalhar a vida dos outros como essa história chacoalhou a minha. Quero impô-la`a todos, quero dizer tudo que penso para que todo mundo viva melhor. O nó é que cada um escuta o que quer. Calar mesmo quando o grito urge na garganta, porque em boca fechada não entra mosca.
*

Contardo Calligaris escreveu no dia 31 na Folha:
"CONTARDO CALLIGARIS

Vidas bem vividas

Há vidas que despertam o aplauso. Elas merecem ser contadas, pois foram vividas sem medo

(...)
Por que, às vezes, estou a fim de aplaudir uma vida? Esse tipo de aplauso não expressa apenas a gratidão e o elogio reservados a quem se dedicou generosamente aos outros nem o encômio destinado a quem deixou no mundo uma obra ou uma marca duradouras. Tampouco estou a fim de aplaudir porque uma vida me parece ter alcançado uma forma qualquer de bom êxito material ou espiritual.
Tudo isso, claro, pode alimentar minha admiração, mas o aplauso, justamente por seu caráter teatral, é desencadeado por algo mais, (...)que poderia ser resumido assim: aquela vida vale a pena ser contada.
Não é fácil definir o que faz que uma vida tenha essa qualidade estética ou poética que lhe dá, por assim dizer, a grandeza e a dignidade de um romance. Não é a felicidade nem o sucesso, nem o caráter extraordinário dos eventos; uma vida pode ser uma série de fracassos, mancadas e tristezas, pode também ser trivial e, no entanto, valer a pena ser contada.
Talvez a qualidade poética de uma vida que desperta o aplauso esteja na sensação de que seu protagonista foi animado por uma obstinada fidelidade ao desejo: seja qual for a distribuição das cartas pelo acaso ou pelo destino, ele jogou bem porque jogou sem medo de jogar. Na hora de nos despedir de alguém que nos é querido, choramos nossa perda, e é normal que seja assim. Mas deveríamos festejar, quando der, a "beleza" de sua vida. E chorar, quando for o caso, as vidas que se perdem não pela morte, mas pela morte-em-vida -as vidas, em suma, dos que não conseguiram ser atores de suas próprias vidas.

4 Comments:

Anonymous Julian said...

Oiê!

Agora tenho o meu blog sobre Londres, depois passa lá?!

http://itsfashionlondon.wordpress.com

Beijos!

3:50 PM  
Blogger Marilyn said...

Deixa chover, Nilda...
Logo depois tudo floresce, você vai ver...
.
Ah, muito sugestiva a idéia do chiclete. Vai mascando... :P
Depois te conto o que aconteceu... ô vidinha moreorless...
Beijo.
Fique bem.

4:10 PM  
Blogger poupéezinha said...

Porra minha amiga.. momento mais oportuno pra ler esse txt.. vc nem imagina;
Saudades-
Bj-

9:10 PM  
Anonymous Anônimo said...

Os Segundos - Cidadão Quem

Cada acorde em seu lugar
lembra um sorriso,
mas não quero lembrar
Que a noite vem caindo
trazendo o teu olhar
Cada palavra que falei
lembra uma história
que eu nem mesmo sei
mas como vento,
vem tão depressa
A verdade é bem mais forte
vou deixar
que o destino mostre a
direção
Foi pouco tempo
mas valeu
vivi cada segundo
quero o tempo que passou
Foi pouco tempo
mas valeu
vivi cada segundo
quero o tempo que passou
Cada palavra que falei
lembra uma história
que eu nem mesmo sei
mas como o vento
vem tão depressa
A verdade
é bem mais forte
Vou deixar
que o destino mostre a
direção

Gabriel Becker, primo

12:29 AM  

Postar um comentário

Links to this post:

Criar um link

<< Home